quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Saudade da Minniezinha!/ Goodbye Minnie


Em mais dez anos de jornalismo, já tive - por várias vezes - a experiência de ver gente morta (nas pautas policiais da vida!). Também já perdi pessoas queridas: experimentei o vazio imenso e irreparável da perda de meu pai amado quando ainda era uma pré-adolescente; soube de histórias tristes, coisas que me comoveram e impressionaram.
Mas nunca, nunca até ontem havia tido a terrível experiência de ver um ser querido morrer na minha frente. O momento exato, a hora em que é dado o último suspiro, o último olhar. Essa imagem não sai da minha cabeça! Perdi a Minnie. A Minniezinha querida, uma linda cocker preta e branca que há sete anos vi entrar pela porta da minha casa e encher a vida da minha família de alegria.
Quem é meu amigo de verdade, sabe da Minnie. Sabe que ela não era só uma cachorra: era um raio de luz que contagiava a todos, mesmo a quem - até conhecê-la – dizia não gostar de animais.
Era a Minnie que, assim que eu acordava, pulava da caminha dela e corria para se espreguiçar junto comigo. Era ela que, assim que o café ficava pronto, corria para me avisar. Era ela que sempre que ouvia os meus passos chegando em casa após um longo dia de trabalho, pedia pra que a porta fosse aberta e descia correndo as escadas pra me encontrar. E também era ela que exigia de todos os visitantes que, assim que saíssem de casa, aparecessem lá embaixo para dar tchau (e ficava esperando, ansiosa, na janela).
São tantas as histórias da Minnie... sempre mexendo aquele popozão preto e branco! Sempre alegre, brincalhona!
Nos últimos dois anos, ela foi uma lutadora: venceu um câncer que já tomava vários órgãos do corpo, passou por duas cirurgias, por vários exames... nunca deu trabalho pra tomar remédio, nunca reclamou das injeções...
Em meio a tudo isso veio o problema do fígado, depois no pulmão... mas duvido que alguém a encontrasse triste. Continuava ligada na tomada, caindo e levantando com mais energia e um instinto protetor impressionante para com a gente.
Foram tantas as fogueiras puladas que o coraçãozinho não agüentou. E ontem, dia 7 de agosto de 2007, depois de uma madrugada de luta na clínica, após voltar pra casa - para a mesma sala onde ela entrou pela primeira vez há pouco mais de sete anos – o coração da Minnie, cansado, decidiu parar de bater. E parou na minha frente e na frente da minha mãe. Foi rápido, “como um passarinho”, disse a mamãe. Ela morreu olhando pra gente. Perto dos humanos que mais ela amava e que mais a amavam. Foi embora quando o dia mal tinha nascido.
A gente ficou... e cada cantinho da casa lembra a nossa Minnie. É difícil, muito difícil!
O momento exato em que a vida deixa o corpo... e que aquele pedacinho querido das nossas vidas vai embora. O consolo é pensar que a dor finalmente passou para ela. E que a nossa, aos poucos, vai passar também. Agora é deixar esse anjinho descansar na sua nova casa. Eu sei que ela vai estar sempre pertinho de nós!
Well, Yesterday, my beloved dog died of a heart attack. Minnie was a 7-year-old and a very beautiful black and white cocker. I'm very, very sad. She wasn't just a dog. She was an angel and now she went back to the sky. So, sorry, but I cannot think in English now. But tomorrow, I'll try to translate my really blue feelings from Portuguese to English.

3 comentários:

yuri disse...

Ana, I'm very sorry to hear that. I can understand how you feel, as I had the same experience. A dog is not just a dog. He ( or she ) is definitely a member of your family. He can sense what's happening in your family. He is always being with you to go through ups and downs of your life. If so, how sweet she was for you. I hope you'll be ok soon.

Sara disse...

Ai que triste. Nao sabia, acabei de ler. Nunca tive um cachorro (tenho medo deles, como sabes), mas acho que pelo teu texto posso imaginar a falta que ela esta fazendo para ti. :(

Mark disse...

Sorry to hear about Minnie, Ana.